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Cuba evacuou a quase dois milhões de pessoas por furacão Irma

15 de Setembro de 2017 8:19pm
coordinador
 Cuba evacuou a quase dois milhões de pessoas por furacão Irma

Sob o princípio de salvar a vida humana, em primeiro lugar, o Estado cubano através da Defesa Civil e organismos de apoio evacuaram a um milhão e 738 mil pessoas em previsão do poderoso furacão Irma.

A cifra conheceu-se em reunião extraordinária do Conselho de Defesa Nacional que encabeçou o presidente Raúl Castro sobre a qual o jornal Granma brinda detalhes nesta sexta-feira.

O chefe do Estado Maior Nacional da Defesa Civil, General de Divisão (r) Ramón Pardo Guerra, informou que mais 26 mil pessoas permanecem ainda nos centros de evacuação, em tanto o Escritório Nacional de Estatísticas e Informação indicou que avalia ainda os danos pela destrutiva força do furacão.

Irma, quem golpeou a costa norte cubana pela província de Camagüey, esteve lacerando a ilha deste a oeste durante quase quatro dias com ventos que chegaram até 255 quilómetros por hora com ráfagas superiores.

O ministro de Energia e Minas, Alfredo López Valdés, manifestou que o impacto mais forte e difícil de solucionar no setor a seu cargo o sofreu a central termoeléctrica Antonio Guiteras, de Matanzas, onde hoje labora um pessoal altamente especializado para resarcir os danos.

López Valdés disse que o furacão Irma provocou que, pela primeira vez, o sistema eletroenergético deixasse de funcionar no país todo. Umas 15 linhas de alta tensão sofreram danos e dois mil e 39 quilómetros de linhas de distribuição foram afectados.

Também informou que ao redor de 90 poços de petróleo, localizados no litoral norte do ocidente e centro da Ilha, foram danificados pela força das ondas do mar que provocou o furacão.

O Ministério da Construção assinalou que somou-se aos labores de ressarcimento construtivo e limpeza de cidades e ruas. Uns 20 mil e 400 construtores e 855 aparelhos para a colheita de escombros, o reparo de viales, pontes, bem como ao reparo de moradias e obras sociais.

O ministro do ramo, René Mesa Villafaña, expôs que as maiores afetações provocadas pelo furacão se concentram em moradias, sobretudo em tetos, e ainda que não se têm os dados exatos já se trabalha na ajuda aos danificados.

Em tanto, os danos mais graves na agricultura concentram-se na área avícola, pois dezenas de naves destinadas à produção de ovos perderam seus tetos, segundo explicou na reunião o vice-ministro primeiro da Agricultura Julio A. García Pérez, quem também se referiu às afetações na elaboração de penso, os cultivos de plátano e milho, bem como os frutales.

Pela sua vez, o ministro de Saúde Pública, Roberto Morales Ojeda, informou que 516 unidades de saúde sofreram danos e que se trabalha para as restabelecer no menor tempo possível, mas não se deixou de brindar atenção médica à população, em particular nas zonas mais afetadas.

Quanto ao Turismo, o ministro Manuel Marrero Cruz comentou que quando o furacão impactou na Ilha tinha mais 51 mil visitantes, deles uns 45 mil alojados no litoral norte.

Só nos ilhotes de Santa María, Coco e Guillermo tiveram que ser evacuados uns dez mil turistas, detalhou e agregou que já se labora na recuperação da infra-estrutura danificada para acolher a temporada turística alta a partir da segunda quincena de novembro.
 

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