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América Latina e Caribe: o caminho para a competitividade do turismo

11 de Novembro de 2019 8:55pm
Redação Caribbean News Digital Portugues
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A 16ª edição do Fórum de Líderes de Linhas Aéreas ALTA, organizado pela Associação de Transporte Aéreo da América Latina e Caribe (ALTA), realizado de 27 a 29 de outubro, reuniu os ministros e autoridades responsáveis ​​pelo Turismo na Argentina, Brasil e Chile e Peru na cidade de Brasília. (Brasil).

A delegação acima mencionada preparou um documento de recomendações para aumentar a competitividade do turismo na América Latina. O resumo inclui cinco recomendações concretas para orientar o trabalho conjunto entre as autoridades e a indústria da aviação e do turismo. Yolanda Perdomo, moderadora do painel e consultora da consultoria internacional ICF, especializada em turismo, conectividade aérea e desenvolvimento sustentável, chamou a iniciativa de “um marco para a competitividade da região que pode se tornar referência e fonte de inspiração para outros destinos do mundo". As cinco recomendações são:

Conectividade

A primeira recomendação contida no documento visa aumentar a conectividade aérea intra e extra-regional, através de um trabalho coordenado entre a indústria da aviação, autoridades de turismo, aviação civil e promoção internacional do turismo.

A conectividade na América Latina e no Caribe melhorou 42% nos últimos dez anos, com a abertura de 251 novas rotas em 2019.

Trabalho conjunto e alinhado

O segundo ponto é sobre a autorização de espaços para o encontro e a coordenação entre ministros e autoridades do setor, com o objetivo de definir estratégias e projetos para promover a chegada de turistas na região, diversificar os mercados emissores e promover atrativos turísticos.

A esse respeito, Edgar Vásquez, Ministro de Comércio Exterior e Turismo do Peru, disse: “O processo de abertura que estamos trabalhando em nossos países não pode voltar atrás e deve continuar a se aprofundar para continuar crescendo e oferecendo oportunidades. O turismo é um setor que a América do Sul avançou a uma taxa reduzida em comparação ao sudeste da Ásia, Europa e até México. Precisamos nos integrar em projetos que nos permitam tornar-se um destino competitivo, precisamos nos apoiar”.

Ações conjuntas regionais

O terceiro aspecto aborda a importância de promover o turismo intra-regional, ou seja, promover viagens internas. Nesse sentido, o diretor executivo e CEO da ALTA, Luis Felipe Oliveira, afirmou: “Os americanos fazem uma média de 2,2 viagens per capita por ano. Na América Latina, por outro lado, ainda viajamos muito pouco, com uma média de 0,4 viagens per capita por ano. Estamos tomando medidas importantes para atrair turistas para a região, mas temos que gerar mais oportunidades para nossa população usar o transporte aéreo”.

Por seu lado, o ministro do Turismo brasileiro, Marcelo Álvaro Antonio, percebeu o potencial turístico do Brasil que "ainda não foi totalmente explorado". “Nosso trabalho é criar um ambiente seguro e favorável ao investimento e é isso que estamos fazendo. A chegada do 'low-cost' e o registro nacional da Globalia comprovam a segurança das empresas no mercado brasileiro. É o começo de um relacionamento sólido e duradouro entre governo e iniciativa privada”, acrescentou.

Medidas relevantes

Quarto. Há a necessidade de definir medidas favoráveis ​​ao desenvolvimento do turismo, que dêem competitividade aos países da região. Para esse fim, foi realizado um trabalho conjunto entre autoridades e instituições privadas da indústria da aviação e do turismo local e global.

Nesse sentido, Gustavo Santos, secretário do Governo do Turismo da Argentina, considerou: “Os Estados, as linhas aéreas, aeroportos, operadoras de turismo, a promoção de destinos, não devem se ver como atores isolados, mas se entender como um ecossistema. Ações interdependentes e integradas produzirão benefícios para todos”. Esse é o caminho a seguir.

Somarnos

Por fim, recomenda-se reunir todas as autoridades de turismo da região para participar desse grande projeto, que consiste em consolidar o turismo como o principal mecanismo de desenvolvimento dos países da América Latina e do Caribe.

O diretor e chefe da ICF da Aviation Americas, Carlos Ozores, anunciou que a ICF decidiu se juntar formalmente à iniciativa, "disponibilizando assistência técnica, dados, apoio à coordenação e aconselhamento sobre a execução do roteiro ao grupo de trabalho".

Por fim, os Ministros e Autoridades de Turismo concordaram em realizar uma reunião no Peru, nos primeiros três meses de 2020, para acompanhar os acordos alcançados no Fórum de Líderes de Linhas Aéreas ALTA.

Fonte: tourinews

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