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American Airlines aposta em Cuba apesar das restrições da administração Trump

03 de Fevereiro de 2020 4:57pm
Redação Caribbean News Digital Portugues
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A linha aérea norte-americana American Airlines procura somar dois novos voos diários a Havana, apesar das crescentes restrições impostas pela administração de Donald Trump às viagens a Cuba.

O jornal The Dallas Morning News informou a véspera que a companhia com sede em Fort Worth, Texas, solicitou ao Departamento de Transporte (DOT) dos Estados Unidos dois voos diários adicionais de ida e volta à capital do país caribenho desde o Aeroporto Internacional de Miami, Flórida.

Desse modo, a empresaadicionaria um total de oito voos de ida e volta a cada dia ao Aeroporto Internacional José Martí de Havana, o único terminal aéreoao qual as companhias aéreas americanas podem chegar devido a uma criticada medida do Executivo de Trump.

As contínuas limitações impostas pelo governo do republicano às viagens à ilha, que incluíram também a eliminação em 2018 e 2019 das populares viagens educativas povo a povo, levaram a que outra linha aérea deste país, JetBlue, lhe informasse neste mês ao DOT que deixaria de realizar 14 voos à ilha.

Entre os percursos aos quais renunciou essa companhia se incluem voos desde Orlando, Flórida; Boston, Massachusetts; e desde o Aeroporto Internacional JFK de Nova York, os quais deve abandonar a partir de 29 de abril, em tanto manterá três viagens diárias de Fort Lauderdale, Flórida, a Havana.

A partir das capacidades que deixará essa companhia, American solicitou os novos percursos, os quais tem a intenção de começar a realizar desde o próximo 4 de junho.

Durante o segundo mandato do ex-presidente Barack Obama (2009-2017), incrementaram-se consideravelmente as viagens dos cidadãos norte-americanos à maior das Antilhas, a onde têm proibido ir como turistas no meio do bloqueio de quase 60 anos imposto por Washington contra o país vizinho.

Mediante as 12 categorias de viagens aprovadas para as visitas à ilha, mais de 600 mil norte-americanos foram a Cuba em 2017 e 2018, além de 500 mil cubano-americanos, impulsionados também pela restauração dos voos regulares diretos entre ambas nações em 2016, depois de uma interrupção de 55 anos.

Mas, depois de sua chegada à Casa Branca, Trump decidiu reverter o processo de aproximação bilateral iniciado por seu predecessor, e uma das prioridades de seu executivo nesse sentido foi diminuir as viagens a Cuba, para o qual adotaram-se numerosas medidas que foram muito condenadas por diversos setores norte-americanos.

Entre elas, o 25 de outubro passado o DOT e o Departamento de Estado deram a conhecer que a partir de 10 de dezembro as linhas aéreas norte-americanas só poderão realizar rotas para Havana, suspendendo os voos para os nove aeroportos internacionais fora dessa capital.

Além disso, neste mês informou-se que desde o próximo dia 10 de março também ficarão limitados a Havana todos os voos charters públicos.

Fonte: Imprensa Latina

 

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