Brasil estuda linha de crédito para construir novos portos de cruzeiros

02 de Setembro de 2019 2:17pm
Redação Caribbean News Digital Portugues
Brasil

Marcelo Álvaro Antonio, Ministro de Turismo do Brasil, confirmou ante representantes do setor de cruzeiros que o Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) está a analisar lançar uma linha de créditos por cinco mil milhões de reais (US$ 327 milhões) para desenvolver a infraestrutura e construir ao menos 15 portos na costa brasileira.

No marco do III Foro CLIA Brasil 2019, o servidor público brasileiro destacou a importância do setor de cruzeiros na economia, citando dados da temporada 2018/2019: ao todo registaram-se uns 462 mil cruceristas, com um impacto económico de dois mil e 83 milhões de reais (US$ 500,7 milhões) e mais 31 mil e 990 empregos.

Para a temporada 2019/2020 está previsto que o país receba oito barcos, um mais que a temporada passada, que somarão 531 mil e 121 camas, e que dividir-se-ão em 144 itinerários e 575 escalas.

Em nível global os cruceristas no ano passado foram 28,5 milhões. Numa década a demanda de cruzeiros aumentou um 60%, no entanto o Brasil representa só o 0,25% do número de cruceristas no mundo. Para estimulá-lo é que se está a analisar melhorar a infra-estrutura.

“Quando cheguei ao Ministério, me perguntava como uma costa tão formosa e maravilhosa poderia ter só sete barcos em funcionamento”, disse Marcelo Álvaro Antonio, agregando que Marco Ferraz, presidente de CLIA Brasil explicou que isso se dá “principalmente devido à falta de infra-estrutura portuária”.

De acordo ao informado ante os presentes no Foro CLIA Brasil, a ideia da linha de créditos é impulsionar a construção de portos modernos, com shoppings, hotéis, para que possamos ter condições muito melhores para receber turistas com comodidade e conveniencia", disse o Ministro, depois de propor que também há outras acções em pasta para ter “50, 100 cruzeiros que bordean e fazem turismo na costa brasileira em cada ano”.

Optimismo no setor

Foro CLIA Brasil

O presidente de CLIA Brasil, Marco Ferraz, celebrou a iniciativa e também o facto de que o sector de cruzeiros tenha voltado à senda do crescimento no país, após ter diminuído nos últimos anos. “Temos recrescido. É a segunda temporada que o sector regista um alto. Crescemos um 10% a temporada passada em comparação com a anterior, e para a próxima, em oferta, já estamos a crescer um 6,5%”, detalhou Ferraz.

Para o presidente global de CLIA, Kelly Craighead, Brasil tem uma grande oportunidade de converter-se em referente no sector, sempre que superem alguns obstáculos.

“Realmente precisamos cuidar como se fazem os negócios com respeito às regulações, as tarifas, que são coisas óbvias, mas também a infra-estrutura”, disse e concluiu que para cumprir com as metas das navieras e dos destinos “precisamos trabalhar em associação com o governo para fazer que Brasil se converta num destino mundial de cruzeiros".

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