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Mercado comum de cruzeiros entre o Brasil e Argentina: possibilidades e implicações

14 de Outubro de 2019 2:11pm
Redação Caribbean News Digital Portugues
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Segundo conheceu-se, Brasil e Argentina querem criar um mercado comum de cruzeiros com rotas que liguem aos dois países também com Chile.

O site web PortalPortuario, o principal meio especializado na indústria portuária de Chila Amércia Latina, comentou que esta iniciativa, à que se espera se some Uruguai, implicaria o estabelecimento de uma legislação unificada que permita atrair investimentos e mais turistas.

A ideia poderia se materializar em novembro quando, durante a próxima reunião de turismo do Mercosul, que integram Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, tendo à vista uma lei comum para atender ao setor de cruzeiros.

“Queremos que a mesma legislação, que regula ao 90% das naves de cruzeiros do mundo sirva para o Brasil e para que, assim, possamos competir em igualdade com o mundo”, disse o presidente do Instituto Brasileiro de Turismo, Gilson Machado Neto.

No Brasil a lei impõe que as naves de cruzeiros, para entrar em suas águas, devem contar com o 25% dos tripulantes com nacionalidade brasileira. Ademais, o preço do combustível para este tipo de barcos recebe uma sobre taxa de 10%.

“Estamos na contra mão do que o mundo faz. Temos uma legislação laboralista que só dá prejuízos, porque não segue à Organização Internacional do Trabalho, que rege à grande maioria das operações do cruzeiro no mundo. Queremos uma lei que flexibilize as regras de acordo com a norma internacional da OIT”, acrescentou.

“Só a operação de Royal Caribbean, há seis anos, era maior que toda a operação atual do Brasil em cruzeiros. Chegou a ter 300 servidores públicos em São Paulo. Hoje, não está no país”, se lamentou o servidor público.

Para a temporada 2019/2020, o Brasil terá sete naves que operarão só em sua costa, subindo um em relação ao ciclo anterior. Só esses seis navios mobilizados a 462 mil passageiros, gerando 31.992 empregos, sendo 2.115 tripulantes e 29.877 trabalho direto. A cifra, de chegar a 20 embarcações fazendo cabotagem de pessoas, poderia dar trabalho a umas 600 mil pessoas.

Pela sua vez o ministro argentino de Turismo, Gustavo Santos, indicou à que com o Brasil realizam promoção turística conjunta e o que vem é gerar um mercado interno.

“Temos um trabalho de promoção conjunto para terceiros países do mundo inteiro. O Brasil e Argentina são irmãos turísticos. Vamos trabalhar como se fôssemos um mercado interno”, afirmou.

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