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500 anos de história que marcam compromissos para Panamá

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No ano do quinto século de fundação da Cidade de Panamá, o grémio da Câmara de Comércio, Indústrias e Agricultura dessa nação regista com orgulho seu vínculo centenário tanto à evolução da capital como à história mesma do país.

Em sua mensagem dominical pela data, o presidente de tal instituição, Jorge Juan da Guarda, afirmou que a história dos cinco séculos anteriores já está escrita, agora corresponde escrever a dos anos por vir.

"500 Anos de História que Marcam Compromissos Imediatos"

Considerada a mais antiga fundada por Espanha no Pacífico americano, ao longo destes cinco séculos a cidade, ao igual que o país ao qual deu nome, se carateriza por uma riquísima diversidade cultural assentada numa localização geográfica da que vem sua vocação para aproximar a todas as nações do mundo.

Através de sua história, Panamá tem feito de ponte do comércio mundial, adaptando-se cada vez às tendências globais. Agora, ademais, está virada a uma transformação que lhe permita aproveitar suas múltiplas vantagens competitivas em benefício de um desenvolvimento que leve a sua sociedade a maiores estádios de progresso e bem-estar.

Hoje, dita transformação procura gerar maiores oportunidades para a população, mediante o planejamento urbano da capital, ao igual que políticas de avançada em matéria social, financeira, logística, económica, comercial e de mobilidade. Assim, o terceiro jogo de esclusas do Canal de Panamá, o terminal aéreo de Tocumen ampliada, o desenvolvimento de pólos portuários e logísticos; e novos sistemas de transporte, como o Metro com sua rede de linhas, são prova disso.

Esta visão de desenvolvimento abarca a adopção de tecnologia de ponta e métodos inovadores tanto em áreas públicas como privadas, bem como ferramentas que digitalicen os processos e resolvem os reptos da sociedade contemporânea. Os reptos são muitos e, para encará-los, são necessárias a modernização das normas vigentes, a participação cidadã, bem como a vontade política para empreender acções que beneficiem a todos. A transparência nos assuntos públicos e privados tem que ser em isto componente infaltable.

Panamá tem sido incluída entre as 100 cidades resilientes e nomeada Capital Iberoamericana da Cultura 2019. Nesse sentido deve ser prioritário para a nova administração governamental e as autoridades municipais, da mão das forças vivas do país, manter o ritmo nessa direcção para que nossa cidade avance em cada dia mais para orgulho de seus habitantes.

Somos do critério que a maneira melhor de celebrar os 500 anos de Panamá é nos propor como sociedade focar nosso futuro com um sentido de responsabilidade compartilhada, bem como superar as brechas e os desajustes estruturais que impedem uma justa distribuição de toda a riqueza que podemos gerar, ao mesmo tempo que assegurar condições de igualdade, através da inclusão, para todos os panamenhos.

Esse horizonte deve incluir, por suposto, o fortalecimento da democracia e que, em seu marco, impere a justiça, os poderes públicos trabalhem com independência plena, e os governos facilitadores de administrar com transparência e rendição de contas para o bem comum.

Em todo o caso, a prioridade deve ser reconhecida à educação, a qual deve guiar para o lucro da mais alta competitividade possível, local e internacional. E é que, se não a levamos aos níveis de excelencia que se precisa, Panamá não poderá avançar a um desenvolvimento pleno, nem as gerações futuras serão beneficiárias dessa conquista.

A Câmara de Comércio, Indústrias e Agricultura de Panamá tem trabalhado 104 anos da mão da Nação, procurando sempre os melhores interesses do país. E continuaremos fazendo-o para honrar nosso lema: “Baluarte e Vanguardia da Liberdade Empresarial”.

A história dos cinco séculos anteriores está escrita. A dos anos por vir corresponde-nos escrevê-la agora.

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