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América Latina interessa-se na experiência chinesa de inovação e desenvolvimento

18 de Novembro de 2019 4:14pm
Redação Caribbean News Digital Portugues
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Entre o 15 e o 16 de novembro levou-se a cabo em Zhuhai, cidade da província meridional chinesa de Guangdong, um simpósio internacional sobre "Inovação e desenvolvimento da China, oportunidades para a América Latina e o Caribe", ao que assistiram especialistas da Argentina, Brasil, Chile, México, Espanha, Estados Unidos, Alemanha e Polónia, entre outros países.

O diretor comercial de Prochile em Guangzhou, Hernán Jaramillo, assinalou no simpósio realizado na Universidade Sun Yat-Sen, que desde o estabelecimento das relações diplomáticas entre Chile e China há mais de 40 anos, os dois países experimentaram estreitas relações económicas e comerciais e o país asiático se converteu em um dos sócios comerciais mais importantes da nação sul-americana.

No entanto, a dependência das exportações de matérias primas e produtos básicos não é propícia para a estratégia de desenvolvimento sustentável de Chile. Para aumentar o valor agregado de seus produtos e serviços, Chile está a aprender da experiência da inovação e o desenvolvimento da China, assinalou Jaramillo.

Segundo o funcionário público, desde 2018, seu país enviou uma série de delegações empresariais a visitar a China para compreender seu desenvolvimento em educação, inovação tecnológica, e finanças, entre outros setores.

"China tem uma forte base de talento e está a preparar engenheiros que sabem como utilizar a informação. Uma coisa é ter a informação e outra coisa é ter o conhecimento para utilizar a informação", indicou Jaramillo.

Brasil é outro país que enfrenta desafios similares a Chile. O pesquisador do Centro de Análise e Planejamento do Brasil, Ian Prates, disse que seu país atualmente exporta alimentos, minerais e outros produtos primários a China, mas à medida que a cooperação entre os dois países continua se aprofundando, ambas partes poderão estreitar laços em mais campos estratégicos.

"Se Brasil pode cooperar com China em setores como a tecnologia e a educação superior, ganhará muito", indicou o pesquisador.

Diego Mazzoconne, diretor executivo do Centro Latino-americano de Estudos Políticos e Económicos da China (CLEPEC), sustentou que muitas empresas latino-americanas querem se abrir ao mercado chinês, mas se param pelo grande volume do mesmo e a demanda diversa dos consumidores.

"A Iniciativa da Faixa e a Rota e o projeto da Grande Área da Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau têm que ser uma porta de entrada para empresas latino-americanas para o mercado chinês", explicou Mazzoconne.

De acordo com o diretor, além da forte garantia oferecida pelo Governo, o florescente desenvolvimento do comércio eletrônico chinês também brindou novas oportunidades de negócios aos exportadores argentinos.

A carne de rês, o vinho tinto e outros produtos populares da Argentina deixam de ser notícias no país asiático. Segundo Mazzoconne, agora a Secretaria de Turismo da Argentina também se uniu ao desenvolvimento tecnológico do país asiático, aproveitando a plataforma de comércio eletrônico para promover os produtos turísticos da nação sul-americana. Para ele, o desenvolvimento do turismo com novas formas é uma "oportunidade" que não se pode perder para a Argentina.

Emiliana Hidalgo, representante na China da Universidade Nacional de Rafaela da Argentina, assinalou que o país asiático se está a desenvolver rapidamente em áreas como 5G, comércio eletrônico e nova energia, o que se deve em grande parte à abertura.

A professora destacou que o processo de abertura e reforma que a China vem realizando há mais de 40 anos tem um vínculo mais próximo com América Latina, ao mesmo tempo que as universidades e instituições de investigação entre ambas partes se tornam cada vez mais próximas.

Fonte: Xinhuanet

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