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Ocupação hoteleira no Caribe está marcada por maior oferta habitacional e menor demanda turística, adverte estudo

10 de Outubro de 2019 4:13pm
Redação Caribbean News Digital Portugues
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Um estudo de Smith Travel Research (STR), a companhia estadunidense que rastreia os dados de oferta e demanda para múltiplos setores do mercado, incluída a indústria hoteleira mundial, revelou que dita ocupação no Caribe tudo começou a cair em abril e continuou de forma constante durante o verão.

Segundo reportou STR, as ocupações regionais caíram um 5,6% no mês de agosto com respeito a igual período do ano anterior. Ao tempo que os rendimentos por habitações começaram o fizeram os dois meses anteriores.

Pela sua vez, o vice-presidente senior de informação sobre alojamento de STR, Jan Freitag expressou que “o fornecimento de habitações no Caribe continua a crescer em torno do 3% até a data, o que sem dúvida é saudável”.

No entanto acrescentou que tal crescimento acontece ao mesmo tempo que se debilita a demanda, o que se traduz em diminuições de ocupação, e se isto ocorre, “normalmente vemos que o crescimento da taxa se vê afetado. Mesmo assim, esta é uma situação de mercado por mercado, e não todos na região se veem afetados de igual forma”, disse.

O estudo destaca a República Dominicana como uns dos destinos mais danados pela desaceleração da demanda, advertindo que se tambaleou este verão após a situação com a morte de turistas que resultaram numa forte diminuição das reservas.

Após uma ampla cobertura mediática sobre estes incidentes, STR informou que a ocupação hoteleira no país caribenho caiu um 12,7%, diminuindo ainda mais nos meses de julho (20%) e agosto (26%)

Pela sua vez o CEO e diretor geral da Associação de Hotéis e Turismo do Caribe (CHTA), Frank Comito afirmou que RD tem visto uma queda e que espera possam voltar a subir. No referente às mortes de turistas nessa nação afirmou: “Pelo geral, quando vemos que um destino tem uma publicidade desafortunada como esta, o impacto dura em vários meses e depois começa a se recuperar rigorosamente”.

Enquanto a assessora de viagens de Embark, companhia com sede em Nova York, Julie Banning, assegurou que República Dominicana está preparada para se recuperar, e a má imprensa parece estar a diminuir. “Não acho que isto vá afetar à RD em longo prazo”, pois seus clientes sente segurança ao viajar a RD, a onde muitos são repetentes.

Expressou também que conquanto um reponte em República Dominicana poderia ajudar, não será suficiente para resolver os problemas da ocupação hoteleira da região caribenha, onde Cuba e Porto Rico também se viram reduzida a ocupação hoteleira; o primeiro “afetado pelas restrições de viagem da administração Trump e o segundo enfrentando desafios persistentes após o furacão María de 2017.

“Ainda existe esta imagem de que Porto Rico se está a recuperar do furacão. Algumas pessoas ainda pensam que há devastação, quando isso não é verdadeiro” dimensionou Banning.

Mais adiante o estudo contribui informação sobre outros países da área como Bahamas, que salvou-se de qualquer dano significativo, com uma destruição limitada em grande parte a Grande Bahama e as Ilhas Abaco, e tanto Banning como Comito expressaram preocupação pelas percepções dos consumidores após a tormenta.

Analistas de SRT expressam que o desaparecimento do operador turístico Thomas Cook, que cessou abruptamente suas operações a fins de setembro, tem exacerbado tal situação no Caribe. Conquanto a linha aérea alemã da companhia, Condor, mantém-se no negócio com a ajuda de um empréstimo respaldado pelo governo, espera-se que o colapso do grupo obstaculize a ascensão europeia para o Caribe.

Em tal sentido a diretora de relações corporativas e governamentais da consultora de comércio e investimento Conselho do Caribe, Sue Springer, estimou que Thomas Cook representava o 62% de todos os voos para a região desde Alemanha e aproximadamente o 10% dos voos do Caribe desde o Reino Unido.

Ao respeito Comito listou a República Dominicana, Barbados, Santa Luzia, Jamaica e Cancun como destinos com maior probabilidade de ver-se afetados, e assegurou que se esperavam uns 400 mil visitantes durante o resto da temporada de outono e inverno através de Thomas Cook, e isso inclui a Condor, quem graças ao respaldo do governo protegerá quase o 60% desse negócio”.

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