Indígenas das Américas derivam em parte de seis mulheres

18 de Março de 2008 3:46am
godking

Quase todos os indígenas atuais que vivem nas Américas do Norte, Central e do Sul deriva em parte de apenas meia dúzia de "mães fundadoras", cujos descendentes se deslocaram pelo continente há cerca de 19 mil anos.

A afirmação vem de um estudo feito por um grupo internacional de pesquisadores e publicado no dia 12 na PloS One. De acordo com a pesquisa, as seis mulheres deixaram um legado genético que persiste até os dias de hoje em cerca de 95% dos indígenas americanos.

Os pesquisadores basearam o trabalho na análise de DNA mitocondrial, um tipo de DNA que não se localiza no núcleo da célula, mas na mitocôndria, organela que atua na respiração celular.

Os cientistas traçaram as diferentes linhagens de DNA mitocondrial encontradas atualmente em indígenas americanos e calcularam a idade de cada um dos ramos maternos. A pesquisa foi feita por cientistas da Itália, dos Estados Unidos, Argentina, China, Espanha e Alemanha.

"Nossa estimativa indica a dispersão dos haplogrupos pan-americanos logo após o auge da última era glacial, que corresponde à idade dos primeiros paleoíndios na América do Sul", disseram.

Haplogrupos são grupos de haplótipos - séries de alelos (formas alternativas de um mesmo gene) em lugares específicos em um cromossomo - que compartilham um mesmo ancestral comum.

Os autores ressaltam, entretanto, que "serão precisos maiores esforços de obtenção de amostras e de seqüenciamento para que se possa cobrir todas as principais variações nos haplogrupos de modo a abordar tanto a população miscigenada como os grupos autóctones nas Américas Central e do Sul", concluíram.

O artigo "The phylogeny of the four pan-american MtDNA haplogroups: Implications for evolutionary and disease studies", de Alessandro Achilli e outros, pode ser lido em www. plosone.org

Fonte: Agência FAPESP

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