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Salvar os arrecifes poderia acercar a Cuba e os Estados Unidos

02 de Setembro de 2019 2:40pm
Redação Caribbean News Digital Portugues
Os mares cubanos

Recentemente, Cuba revisou com profundidade suas normas sobre pesca. Uma reestruturação que, segundo os experientes, não só ajudará a preservar os ecossistemas marinhos, senão que poderia faer mudar a relação entre a Ilha e os Estados Unidos.

Cuba tem um dos mares melhor conservados, e por isso é necessário recuperar certas populações de peixes e proteger as pesqueiras de pequena escala.

A lei pronuncia-se por “ordenar os recursos pesqueiros baixo os princípios de conservação, uso sustentável, enfoque preventivo, implementação de critérios científico-tecnológicos e protecção dos ecossistemas, a tom com as normas nacionais e internacionais e os preceitos de segurança e soberania alimentária”.

Segundo dados publicados pelo periódico Granma, as 54 espécies que se pescavam na plataforma têm diminuído num 44, as capturas num 70 % e as importações de pescado promediaron 8 mil toneladas, só nos últimos cinco anos.

Arrecifes cubanos

Mesmo assim, sabe-se que a lagosta e o camarão contribuem 63 milhões de dólares anuais por exportações e as capturas se reduziram nos últimos cinco anos num 65 e 90 %, respectivamente.

Continúa informando a fonte que atuam sobre os recursos pesqueiros 3 mil e 376 pescadores comerciais estatais, 245 para o autoconsumo e realizam pesca comercial privada uns 18 mil e 638 e outros 17 mil e 600 a esportiva.

Estes dados afirmam que se encontram vinculados à acuicultura dois mil e 329 pescadores e à pesca estatal de maneira indireta 10 mil e 843 trabalhadores. Mas estima-se que uns mil artefactos navais e ao redor de dois mil e 500 pessoas realizam atividade de pesca ilegal.

São notícias que segundo uma análise do diário britânico The Guardian, podem se converter em boas ideias diplomáticas. Em palavras de vários experientes consultados por este meio, para sacar adiante a nova legislação precisa-se muita cooperação científica, sobretudo com os pesquisadores que estão do lado dos Estados Unidos.

Explica o diário que, ambos os países estão separados por sozinho 140 quilómetros e as águas de Cuba são o lugar de desove para os pargos, meros e outras espécies de arrecife que são comercialmente importantes em Estados Unidos.

“Se não procuramos colaboração, não podemos ter uma imagem completa do que acontece”, disse o biólogo marinho da Universidade de Flórida, Jorge Angulo Valdés para o jornal inglês. “Trump está a fazer todo o possível para fechar as portas à colaboração. Mas Cuba está a fazer todo o possível para que seja mais fácil manter essas portas abertas”.

Recorda igualmente o artigo que, após o 2014, com a normalização das relações, se assinaram vários acordos ambientais. No 2017, por exemplo, assinou-se um tratado para, juntos, ajudassem a limpar o petróleo derramado sobre o Golfo de México. Mas depois chegou Trump e o recrudecimiento do embargo à Ilha caribenha.

Ditas restrições começaram a prejudicar a cooperação científica, segundo informou Patricia González, diretora do Centro de Investigação Marinha da Universidade de Havana, quem disse que aos cientistas oceánicos cubanos se lhes concediam menos visas para viajar aos Estados Unidos e que alguns de seus contrapartes estadunidenses estavam preocupados pela viajar a Cuba, pois temiam enfrentar represálias.

Em frente à nova ameaça que chega aos ecossistemas marinhos, sobre a costa de ambos países, os cientistas acham que do caminho não ficam dúvidas: deve-se colaborar. Deve-se ter o panorama inteiro para poder salvar o arrecife e suas valiosas espécies.

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