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Edmund Bartlett: evitar a ameaça de sargaço é objetivo da região

Edmund-Bartlett

O Ministro de Turismo de Jamaica e copresidente do Centro Mundial de Resiliência Turística e o Centro de Gestão de Crise (GTRCM), Edmund Bartlett, instou a encontrar soluções efectivas para o problema do sargaço, cuja presença representa uma ameaça para toda a região do Caribe.

“Os atores ativos no setor entendemos o valor inestimável do turismo para as economias caribenhas estáveis e prósperas. O turismo segue sendo o catalizador mais importante dos meios de subsistência económicos na região", disse o ministro Bartlett em seu discurso de abertura na mesa redonda da GTRCM em Sargassum, na sede da região da Universidade das Índias Ocidentais, Mona.

“Jamaica toma a iniciativa neste tema crítico, com o propósito de evitar que o sargaço tenha um impacto negativo em nossas praias, o que em última instância repercutirá também no turismo”, enfatizou Bartlett durante o foro regional celebrado recentemente, na procura pro facilitar a colaboração das nações neste sentido.

Os níveis sem precedentes de sargaço que se acumularam nas praias do Caribe em 2018 deram como resultado custos de limpeza estimados de 120 milhões dólares, assegurou o titular de turismo de Jamaica.

Evitar que a ameaça devaste nossas costas e o produto turístico colectivo é objetivo da região, assinalou o Ministro de Turismo jamaicano. O Caribe é a região mais dependente do turismo do mundo, onde é o principal setor económico em 16 dos 18 estados da região e apoia cerca de 3 milhões de empregos.

Ao observar as previsões de um crescimento do 12 por cento na chegada de turistas à região para 2019, o Ministro Bartlett disse: “Apesar destes indicadores prometedores e sua capacidade de recuperação histórica (do turismo), seguimos sendo conscientes de que o setor do turismo é muito frágil e propenso a elementos perturbadores.

Os últimos dez anos têm sido testemunhas de uma evolução das ameaças que enfrenta o setor. Estas ameaças voltaram-se mais impredecíveis, mais devastadoras em seu impacto e, certamente, mais difíceis de manejar".

Compartilhar o conhecimento e as melhores práticas em relação com o sargaço, especificamente o tipo que se origina na costa do Brasil, para identificar as brechas e fomentar as sinergias para uma solução é o motivo do evento, encabeçado pelo Centro Mundial de Resiliência Turística e Manejo de Crise.

Numerosas espécies de sargaço distribuem-se nos oceanos temperados e tropicais do mundo, onde habitam em águas pouco profundas e arrecifes de coral. Uma vez que chegam à costa e se armazenam nas praias se produz sua descomposição, o qual gera lixiviados, ácido sulfídrico e arsénico que podem contaminar os solos e os ecossistemas, bem como provocar fetidez.

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