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O tesouro escondido do arquipélago panamenho de San Blas

12 de Novembro de 2019 9:43pm
Redação Caribbean News Digital Portugues
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Os habitantes de San Blas são de estatura pequena, curtos de pescoço e cabeça grande, com extremidades também curtas e pés pequenos.

Os costumes que regem neste povoado são totalmente diferentes as do resto do arquipélago, já que a cada uma das ilhas tem suas próprias normas, pelo que seus habitantes são estrangeiros quando saem delas.

Aqui encontramos uma surpreendente combinação entre os costumes mais ancestrais e os mais modernos.

Por exemplo, habitantes Kunas te cobrem um dólar pela cada foto que toma-lhes e dez se queres fazer fotos da rua principal do povoado.

Praticam a monogamia e o adultério é um delito. Seu chefe é o Sáhila, que tem autoridade na comunidade onde vive, e o Nele é o chefe de várias comunidades.

As casas estão feitas todas com canas, dormem em redes, e em seus interiores há uma curiosa combinação de objetos, roupas e componentes da família que compartilha a mesma estadia.

Vivem da agricultura, basicamente do coco, o milho, o cacau e a yuca, e agora também do turismo.

Na cada lar Kunas as mulheres elaboram «molas», teias bordadas com alegres cores que depois se utilizam para confeccionar roupa, almofadas, quadros e outros elementos.

São características também as joias que luzem, pendentes de complicados desenhos que os joalheiros fazem especialmente para a cada pessoa, e adornos que se põem no nariz, tradicionalmente de ouro.

A vida decorre aprazível no povo, baixo um sol ardente próprio do Caribe, enquanto os meninos banham-se alegres nas águas que rodeiam o lugar, após voltar da escola, e caçoam com os visitantes, aos que se oferecem para ser fotografados. Parece que a civilização tem entrado nos Kunas sozinho até o ponto de não perturbar seu modo de entender a vida e a viver a cada dia.

Kwadule é uma ilha nova, de uns oito mil metros quadrados, que surgiu espontaneamente. Seus proprietários, seguindo as normas que regem no área, foram as duas primeiras pessoas que descobriram seu nascimento e plantaram as primeiras palmas de coco.

Pertencentes à etnia Kunas, seus habitantes, seguindo com a tradição herdada de seus antepassados, atingiram a fecundação vegetal da ilha a base de misturar a terra de outras ilhas, já que eles acham que os grãos de terra são machos e fêmeas que unidos se voltam férteis.

A vida da zona gira em torno de dois povos que, ainda que unidos por uma ponte, vivem também vidas independentes segundo suas próprias normas.

Yandup é o nome indígena de Coração de Jesús, lugar onde chegam os aviões para se transladar a Kwadule. O guia introduz ao visitante nestes povos que os recebem com incríveis contrastes.

A primeira vista é de casas desordenadas, com cores e ruas sem asfaltar, mas segundo avançamos aparece a ponte que lhes une com Narganá e por ele, numa imagem não reproduzível, um grupo de alunos, uniformados em azul; depois deles umas mulheres Kunas com trajes típicos e suas joias, convivência perfeita entre o tradicional e o progresso.

O sonho toca a seu fim, ainda que sempre ficará a felicidade de ter conhecido algo único e perfeito, como só um Paraíso pode ser.

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