Havana-Santiago: 84 anos unidas através do espaço aéreo

No Aeroporto Internacional Antonio Maceo de Santiago de Cuba todos os dias aterram e descolam diversas rotas para destinos nacionais e internacionais, mas existe uma especial: Havana-Santiago-Havana. A cada outubro este trajeto soma um ano mais de unir ambas as cidades através do espaço aéreo.
Muito tem chovido desde que levantará voo o Ford Trimotor que deixou inaugurado a rota nacional Havana–Santiago, com escala em Santa Clara, Morón e Camagüey. Era 30 de outubro de 1930.
Hoje, novas aeronaves como a An -158, estabelecido como o titular para os dois voos diários, fazem parte da frota cubana para cobrir a popular rota Havana-Santiago–Havana. Atrás ficam as lembranças pelo il- 14, o An em suas versões 24 e 26, o Yak -40 e o mais venerado pelo pessoal de terra e a tripulação: o Yak- 42. Além do ATR da série 72 para Aerogaviota e Aerocaribbean.
Todos eles são aparelhos que têm atravessado por ar uma e outra vez as planícies da Havana e o centro, até as montanhas do Oriente num mesmo voo.
O transporte desde e para a capital é algo muito pessoal na vida da maioria dos cubanos, mas para aqueles que moram em Santiago e em Havana tem uma conotação especial por ser Santiago de Cuba a segunda cidade em importância do país.
Desde famílias arraigadas em ambas as cidades até as relações empresariais dos ministérios com suas dependências santiagueras.
Desde o voo pioneiro do pequeno Ford trimotor em 1930 até o noturno da cada jornada em An -158 têm passado 84 anos e seguem as descolagens e aterragens em duas cidades unidas por algo mais que um avião.