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Seis tecnologias que devem mudar o dia a dia das PMEs

13 de Fevereiro de 2017 3:41pm
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Seis tecnologias que devem mudar o dia a dia das PMEs

Muitas tecnologias e plataformas utilizadas pelas grandes empresas e corporações não são utilizadas em pequenos negócios, vistos às vezes até como “incompatíveis” para eles. Alguns conceitos, porém, podem se tornar importante para aqueles que trabalham dentro do mercado de software na nuvem: desde chatbots - robôs que fazem atendimento eletrônico automatizado - e inteligência coletiva até as blockchains.

Esta, ao menos, é a visão da Sage, líder de mercado e tecnologia em contabilidade integrada. Segundo a companhia, algumas tendências terão papel fundamental nos próximos anos para as pequenas e médias empresas, pois elas podem ter alto impacto tanto na produtividade, ao simplificar a gestão, quanto na competitividade das empresas, oferecendo novas oportunidades e modelos de negócio.

“Qualquer tamanho de negócio terá de ligar o radar para as novidades em tecnologia, mesmo que sua empresa não seja exatamente da área, já que a transformação está acontecendo de maneira intensa”, afirmou o Diretor de Tecnologia da Sage, Klaus Michael Vogelberg.

Confira a lista de seis tendências em tecnologia que prometem mudar a forma de conduzir seus negócios no futuro próximo:

CHATBOTS

As interfaces autônomas, como o chatbots ou agentes digitais, vão se tornar cada vez mais comuns em diferentes dispositivos para que os empresários façam a gestão de seus negócios. As novas plataformas vão revolucionar o modo como humanos e computadores se relacionam: o teclado e o mouse se tornarão obsoletos, e gradualmente as pessoas começarão a conversar com os sistemas por gestos, como movimento das mãos, cabeça ou olhos.

O novo modo de interação com o computador promete ser, além de mais conveniente, mais “divertido”, e os sistemas trabalharão de maneira autônoma, tendo a capacidade de autoaprendizagem e memorização: em alguns casos, o software pode perguntar algo uma única vez e utilizar essa informação para atividades futuras.

No Brasil, o chatbot já é capaz de emitir notas fiscais de serviço por meio de um bate-papo com o assistente virtual, ocultando atividades mais complexas da contabilidade e permitindo que os empresários administrem as finanças a partir de conversas, realizando o processo de forma tão simples quanto escrever uma mensagem.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

A inteligência artificial e coletiva também deve estar no radar de empresários e empreendedores para modernizar e agilizar as atividades de sua empresa: com o aumento do volume de dados gerados por diferentes dispositivos e a análise de dados se tornando cada vez mais acessível, as empresas precisam encontrar maneiras de extrair conhecimento da riqueza atual do Big Data.

O conselho da Sage, neste caso, é que as PMEs trabalhem em conjunto: “Se pequenos e médios empreendedores juntarem forças e dividirem, por exemplo, o computer power e os dados com outras companhias de forma estruturada e sistemática, eles podem se beneficiar dessa colaboração recebendo uma maior e melhor base de informações e uma inteligência de dados superior”. Essa rica base de dados ajudaria as empresas a entenderem melhor o comportamento dos consumidores e suas necessidades.

USO DO DINHEIRO

Pagamentos utilizando aplicativos se tornarão mais comuns no mercado corporativo

A utilização do dinheiro pelas pessoas, seja para transferir para outras contas, ou mesmo para fazer compras, se tornou extremamente fácil e prática com os novos aplicativos de dispositivos móveis e websites especializados. Os sistemas de contabilidade, porém, são menos integrados, dificultando as transações financeiras entre empresas, parceiros, fornecedores e bancos.

Segundo a Sage, em 2017, os padrões de programação (API) permitirão que novas soluções sejam criados, com processos integrados e totalmente automáticos de pagamentos e transações financeiras entre empresas, beneficiando partes como plataformas de comércio eletrônico, bancos e fintechs, e assim facilitando os pagamentos e a contabilidade das PMEs.

INFRAESTRUTURA

A era dos arquivos em “nuvem” já teve seu início, e hoje começa a dominar boa parte dos negócios no mundo inteiro: em 2017, segundo a Sage, diversas pequenas e médias empresas devem substituir seus softwares locais e autônomos por soluções integradas e em nuvem, que operam em plataformas. Um exemplo é a Salesforce: a plataforma oferece acesso a inúmeros aplicativos de negócios e serviços integrados. Além disso, aplicativos para dispositivos móveis também facilitarão a vida das companhias, como a Apple Mobility Partner Program.

O grande benefício dessas plataformas em nuvem é que elas tornam extremamente mais acessível novas tecnologias e soluções inovadoras de software de gestão, o que seria financeiramente inviável uma década atrás. Assim a “nuvem” está democratizando a forma pela qual algumas empresas conseguem acesso a aplicativos de última geração, possibilitando às PMEs e pequenos empreendedores utilizar modernos sistemas que antes só as grandes corporações tinham acesso.

INTERNET DAS COISAS (IOT)

A internet das coisas, ou a IOT (Internet of Things, em inglês), permite a interligação de objetos no mundo real com o virtual, por meio de sensores e incorporados em máquinas, carro,s celulares, roupas ou até em humanos, no caso de monitoramento médico. A IOT já se tornou realidade, mesmo que ainda de forma leve, mas com seu crescimento vai resultar em um verdadeiro tesouro de dados, auxiliando e criando variados novos serviços.

O fluxo de dados pode ajudar a desenvolver o negócio de diversas PMEs, como por exemplo: companhias de logística poderão aprimorar suas frotas de caminhão utilizando dados de trânsito de diferentes fontes, incluindo dados de semáforos, ruas e outros veículos; empresas de varejo e donos de lojas poderão se conectar a dispositivos de casas inteligentes, como geladeiras ou outros eletrodomésticos, para abastecer seus clientes automaticamente com bens e serviços; serviços de atendimento médico móvel irão inovar no trabalho de assistência por meio de novos tipos de dispositivos, a fim de aprimorar seu apoio, por exemplo, à pessoas idosas que moram sozinhas; entre outros.

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