Países do Caribe podem combater as mudanças climáticas a partir dos desafios da crise, diz secretário-geral da ONU
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, instou os países do Caribe a implementarem políticas econômicas que, no âmbito da atual crise financeira, contribuam para o combate às mudanças climáticas.
"Isso beneficiaria no longo prazo as economias nacionais, principalmente o turismo", disse.
Na abertura da 5a Reunião das Nações Unidas com a Comunidade do Caribe (Caricom), Ban Ki-moon apontou que é óbvio o vínculo entre a prosperidade econômica e a preservação dos ecossistemas e recursos naturais nos países do Caribe.
"Esta crise supõe grandes riscos para o bem-estar humano. Peço-lhes que se concentrem nas oportunidades que também tem criado. A crise global e as mudanças climáticas podem ser enfrentadas ao mesmo tempo", disse o secretário-geral da ONU, segundo a agência EFE.
"A preservação e o uso adequado dos espaços naturais permite a redução das emissões de gases de efeito estufa, enquanto o desenvolvimento de energias renováveis e tecnologia ecológica gera empregos e atividade econômica", apontou.
Os governos da região do Caribe tinham pedido à ONU a aprovação do status de "área especial de desenvolvimento sustentável" devido à sua vulnerabilidade e degradação ambiental, com prejuízos para a pesca e o turismo, atividades econômicas fundamentais nesses países.
Para o secretário-geral da ONU, o enfrentamento às mudanças climáticas é uma prioridade.
"Precisamos pensar em termos novos e ousados. Se quisermos sair da crise financeira gastando, devemos fazê-lo de maneira inteligente. E isso significa que esses gastos precisam ser investimentos. Eles precisam ser sustentáveis, para que não nos limitemos a destinar dinheiro para resolver problemas mas, em lugar disso, utilizemos esses recursos para deitar as bases de um futuro mais estável e próspero", escreveu em artiho publicado pela Folha de São Paulo em 05 de janeiro de 2009.
No mesmo artigo, Ban Ki-moon afirmou: "O investimento verde pode gerar empregos e incentivar o crescimento aqui e agora. Outros países deveriam seguir esse exemplo. Não conseguiremos introduzir uma era de prosperidade sustentável sem um impulso global grande, que inclua todos os países. Se alguma vez houve um momento para uma visão ousada e ambiciosa - a oportunidade de traçar um caminho novo e melhor -, esse momento é agora.