Turismo saúde: algumas experiências
Com poucas exceções, os países do Grande Caribe não exploram nichos específicos da atividade turística como o turismo saúde, modalidade que pode ser organizada, por exemplo, a partir de serviços cirúrgicos - opcionais ou necessários - mais baratos e rápidos para o paciente do que em seu país.
O turismo saúde beneficia outros setores como os seguros, o imobiliário e as telecomunicações. Do ponto de vista social, fortalece os centros de saúde e os serviços médicos.
Não aumentam apenas as receitas em divisas a partir do incremento do número de turistas e das despesas diárias, mas também o tempo de estadia, as fontes de emprego e os investimentos nos centros de serviços de saúde e complementares.
Porém, é uma atividade que pode contribuir para a deslocalização dos cidadãos nacionais e para a migração dos funcionários públicos para o setor privado, que oferece melhores salários.
Na Índia, Singapura e Tailândia os serviços de turismo saúde apresentam um grande crescimento no setor privado e as previsões apontam uma contribuição de um bilhão de dólares ao PIB da Índia em 2011, e de 2 e 3 bilhões nos outros dois países em 2012.
Mais perto, Cuba, destino reconhecido pela tranqüilidade e segurança, oferece serviços de saúde e bem-estar.
Os produtos e serviços do turismo saúde em Cuba são responsabilidade da empresa Cubanacan, que atendeu 19.670 turistas-pacientes em 2006.
O sucesso desta atividade está ligado a diversos fatores, a saber: os sistemas de processamento da informação, a combinação de serviços de assistência ao paciente e tratamento pós-cirúrgico, os processos de certificação dos estabelecimentos e dos profissionais, os vínculos com os centros de bem-estar, companhias de seguro e empresas turísticas, e a facilidade para a entrada e saída dos pacientes e profissionais da saúde.
Por outro lado, o desenvolvimento do turismo saúde requer a colaboração nas próprias agências e entre elas, bem como entre os ministérios responsáveis pelos serviços de saúde, telecomunicações, turismo e relações exteriores.
Também o setor privado do turismo, as companhias aéreas, etc. devem desenvolver e compartilhar uma visão comum e estabelecer estratégias conjuntas e planos integrados para o desenvolvimento, marketing e promoção do produto.